Drag me to hell (2009) (US)

Uma mistura de bruxaria com possessão demoníaca. Daquelas bruxarias de praguejamento.

Influência certa do filme Night of the Demon (1957). Mas diferentemente desse, que praticamente não causa medo em ninguém, Drag me to hell possui cenas bem assustadoras até. Em ambos há um veículo causador do encantamento. No filme mais antigo é um papelucho amaldiçoado, já em Drag me to hell é um objeto pessoal.

Ficha
  • Assustador
    • Sim
    • Nao
  • Açao
    • Alta
    • Baixa
    • Monotono
  • Baseado em
    • Historia
    • Cena
  • Historia
    • Pioneira
    • Sofisticada
    • Saturada
    • Fraca
  • Elenco
    • Muito bom
    • Medio
    • Poderia ser melhor
  • Recomendaçao
    • Alta
    • Media
    • Baixa
Conte-me a historia desse filme

A civilização pode ser vista como um sistema de tratamento de esgoto. Só que enquanto o real tratamento de esgoto tem por objetivo livrar a água de perigosas impurezas, chamadas de poluentes, a civilização tem por finalidade domesticar a maldade humana. Na prática diária ambos os sistemas são falhos. A civilização remove a maldade da camada externa através de punitivas regras sociais explícitas e tácitas, como faria algum cosmético com a pele, empurrando-a pralgum lugar no interior da consciência onde o cidadão civilizado sentiria repulsa em encontrá-la caso tivesse coragem pra tal.

Na cara essa crosta forma uma máscara. É regra social defini-la por cordialidade, respeito, moral, simpatia. Quando há muita ousadia chegam mesmo a chamá-la de bondade. Agora como um predador do topo da cadeia alimentar pode ser bondoso de fato?

Seja como for, quanto mais se é civilizado mais se cultiva a habilidade em melhor apresentar-se ao mundo. Se bem cultivada, tal máscara pode ludibriar até mesmo os olhos dos Demônios. Mas se maldade não pode ser facilmente vista em alguns seres civilizados, talvez pode ser farejada.

Nesse filme, um Demônio chamado Lamia arregalou as narinas e a farejou na pele duma ambiciosa bancária.

Acostumada a exercer civilizadamente a hipocrisia, um dia ela se deu mal. Chegou uma velha cigana no banco pedindo pra que a hipoteca de sua casa fosse prolongada. A jovem bancária adorou a chance de baixar porum momento sua máscara e mostrar a verdadeira cara ao julgar o pedido.

A bruxa velha caiu aos pés da moça implorando pela compaixão.

A bancária foi firme em sua decisão, mantendo o indeferimento à extensão do empréstimo. Afinal ela queria ser gerente. Afinal ela tinha de pensar em sua carreira. Afinal se sua cliente iria perder a casa isso não era problema dela. Além do quê, pra todos efeitos, banco não é instituto de caridade.

A cigana que nunca fez questão de esconder maldade na vida encontrou oportunidade de manifestar sua bruxaria ali com a moça. Após sair nas unhadas com a bancária, ela roubou um botão da roupa da moça e através desse objeto rogou-lhe uma antiga maldição.

A praga era uma evocação ao Demônio Lamia. Ele apareceria vez ou outra pra infernizar o praguejado nos primeiros três dias. Após esse período, surgiria de vez pra arrastar pro inferno quem por ventura fosse o detentor do objeto usado no praguejamento.

No infortúnio da bancária o objeto era aquele botão. Ela precisava se desvencilhar dele caso quisesse se safar. A única maneira seria repassá-lo pruma outra pessoa.

Ela descobriu tudo isso através dum vidente.

No início ela tentou muito convenientemente se redimir pela sua falta de empatia com a bruxa, indo procurá-la em sua casa. Lá encontrou o velório da cigana e o que sua neta lhe disse: você merece tudo que está por vir.